Na toca do coelho

Há uma estranha sensação neste espaço de tempo existente entre a viagem que ficou para trás e a rotina que se desenha no horizonte. É um espaço de tempo indefinido.

Não dá para voltar ao lugar de onde saímos, simplesmente porque saímos de um lugar que só existe no passado, hoje este lugar é outro. Hoje é o presente e nada é tão imutável. Mais ou menos aquela história sobre ser impossível atravessar o mesmo rio duas vezes…

Ao que parece, para onde você volta é uma pergunta que só pode ser respondida se for possível entender o que você se tornou.

Experiências de viagens são únicas e por isso são interessantes. É o que você viu, fotografou, aprendeu. É também o que você pensou enquanto estava lá, afinal longe de casa os pesamentos costumam fluir de forma diferente, quase um universo paralelo de lógica distorcida. Se bobear dá para esbarrar com a Alice.